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Whistle, Whistle
11.11.2021


︎
Nave
Travessa do Noronha n11 B
Lisboa




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Sine qua non
11.11.2021


︎Nave

Travessa do Noronha n11 B
Lisboa




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Airbag
2021


︎Aldama Fabre

Hiru Zutabe Plaza 7, 48003
Bilbao




ES

La obra artística que Teresa Murta nos preparó, persiste en una modelación figurativa de elementos anímicos que suponen la mirada curiosa de nuestra propia interpretación. Estos diálogos abiertos entre la artista y la obra, sobrepasan su momento solitario – “la belleza no se reproduce, necesita que la reproduzcan” (Jean Lescure), y resulta en una abstracción de espanto en el público.

AIRBAG es una afirmación durmiente sobre el control y la tolerancia de lo desconocido, la responsabilidad de estar a los mandos de una dirección que nos encamina a una terrible ansiedad de un vacío. Murta, nos sugiere un dripping con una fuerte influencia onírica de pintura automática y que ella identifica como siendo su gestualismo personal.

En este diálogo de ensayo intuitivo de Teresa, el arte se liberta de las imposiciones de la lógica y de la razón, dejándose llevar por la consciencia cotidiana, en que la belleza es un paradojo que surge no sólo de la reunión de elementos dispares, pero de la fuerza de los momentos que anteceden la representación en la tela. Teresa las modela en su pintura de forma libre, a través de una plasticidad y transparencia que en cada camada expresa variación y movimiento y en simultaneo pausa y vacío, que la artista impone como un momento de observación.Lo maravilloso de Murta emerge del cotidiano y nos es revelado sin cualquier tipo de pirotecnia.

Un mundo de reflejos y ensayos de conceptos creativos de una realidad, donde ayer, hoy y mañana son siempre un tiempo presente, el único tiempo posible en la obra de Teresa Murta.
“If everything is real... then nothing is real as well” – The Angriest Dog in the World, 1973 David Lynch.



ENG

The artwork to which Teresa Murta has accustomed us, persists in the figurative modelling of soul elements that presuppose our curious gaze and our own interpretation. These open dialogues between the artist and the work go beyond their solitary moment - "beauty cannot reproduce itself, it must be reproduced" (Jean Lescure), and result in a reflection of astonishment in the viewer.

AIRBAG is an intoxicated statement about the control and acceptance of the unknown, the responsibility of being in charge of a direction that refers to the terrible consternation of the void. Murta suggests to us a dripping of strong oneiric influence of automatic painting which she identifies as her action painting.

In this dialogue of intuitive experimentation by Teresa, art frees itself from the impositions of logic and reason and goes beyond everyday consciousness, where beauty is a paradox, which arises not only from the gathering of disparate elements, but from the strength of the moments that precede the representation on canvas. She models them in her painting according to her will, through plasticity and transparency, where each layer reflects change and movement and even pause and emptiness, which the artist imposes as a moment of observation. The wonder of Murta emerges from everyday life and is revealed to us without any pyrotechnics.

A world of reflections and essays to create a reality, where yesterday, today and tomorrow are always the present time, the only possible time in Teresa Murta's artwork.
“If everything is real... then nothing is real as well” – The Angriest Dog in the World, 1973 David Lynch.

Mercedes Cerón, art director



   

Absurdo
2020

︎Nave

Travessa do Noronha n11 B
Lisboa








PT

    Virtude.
    Fundo.
    Palavra.

    Este é o diálogo de Teresa Murta, que em forma de palestra de representações pictóricas e imagens que ultrapassam a realidade, nos caricia a sensibilidade.
    Murta, com a sua pintura confunde-nos através de emoções impulsionadas por representações disformes, de formas incongruentes e inquietantes, mas de vigorosa identidade quotidiana. Sem modificar ou deturpar a realidade, também não a interpreta, e nem mesmo é a expressão ou extensão de si própria.
    A sua obra é a vivacidade de uma não-realidade, de um universo do que não é, nem está, e que desenvolve através da liberdade do seu traço directamente na tela, sem esboço ou roteiro preconcebido, numa sinfonia sensorial emprenhada pelo surrealismo onde o sonho predomina. Uma pintura metafísica que nos conduz num ambiente misterioso onírico, e de enorme simbologia.
    Estar perante a obra de Teresa Murta, é um mergulho num mundo onde a realidade das coisas simples e puras, é contaminada pelo pensamento que vive nos nossos olhos. O trabalho exposto em Absurdo, talvez seja a transição mais eloquente da carreira de Teresa Murta. Por absurdo talvez seja, porque é o mais emotivo, e o mais comovedor - Quando começamos a abrir os olhos para o visível, há muito que já estávamos pegados ao invisível – assim diria o poeta D’Annunzio.

Mercedes Cerón, curadora e fundadora da NAVE
Novembro, 2019


ENG


    Virtue.
    Deep.
    Word.

    This is the dialogue of Teresa Murta, who in the form of a lecture of pictorial representations and images that go beyond reality, caresses our sensitivity.
    Murta, with her painting, confuses us through emotions driven by misshapen representations, in incongruous and disturbing forms, but with a vigorous daily identity. Without changing or distorting reality, it also does not interpret it, nor is it the expression or extension of itself. Her work is the vivacity of a non-reality, of a universe of what is not, which develops through the freedom of her stroke directly on the canvas, without a preconceived sketch or script, in a sensory symphony impregnated by the surrealism where dreams predominate. A metaphysical painting that leads us into a mysterious dreamlike environment with enormous symbolism. Facing Teresa Murta’s work is a plunge into a world where the reality of simple and pure things is contaminated by the thought that lives in our eyes.
    The work exposed in Absurdo is possibly the most eloquent transition in Teresa Murta’s career. Perhaps absurdly because it is the most emotional and the most moving - When we start to open our eyes to the visible, we had long been attached to the invisible – as the poet D’Annunzio would say.


Mercedes Cerón, curadora e fundadora da NAVE
Novembro, 2019



Rock. My World
2019

︎
Nave

Travessa do Noronha n11 B
Lisboa




PT
    “Showcase ROCK. MY WORLD é um representativo do estudo da obra de Murta. Um convite de consentimento absoluto e de encaminhamento para uma expedição imaginária arguciosa, carregada de carácter dinâmico e de crescimento, que caracterizam a expressão artística inefável de Teresa Costa Gomes.
    A obra exposta, manifesta uma metafísica de clara interpretação pessoal com base na sua percepção de lembrança, memória de infância, cor, forma e emoção, que através de uma imagem suscita outras É uma idealidade de um surrealismo sem escala, de correspondências dinâmicas entre objetos,espaços, experimentação humana e cognitiva visual que reporta ao ‘instante poético’ de Gaston Bachelard como - o momento de criação artística.”

Mercedes Cerón, curadora e fundadora da NAVE

Novembro, 2019





Rock. My World
2019

︎Art Room

Pátio do Tijolo n1
Lisboa
.  


PT
“Nesta mostra, são apresentados os trabalhos mais recentes de Murta - uma série de pinturas desenvolvidas à volta de uma única memória - mas com resultados muito diferentes entre si.
The rock, a pedra que Teresa levantava, quando era criança para descobrir o que se passava por baixo deixava uma marca clara na terra - separava o verde do castanho, o frio do quente, o seco do húmido - e criava, entre as cores e texturas, um vector singular, um muro imaginário.

Neste recreio, os bichos corriam tão freneticamente que era impossível focar. A pedra caía com a estranheza e tudo voltava a ser tapado. Ficava o vazio do que ficou por ver. Murta, utiliza a forma desta pedra como ponto de partida. Depois, em cima, à volta, por cima e em baixo, o que ficou desfocado outrora, tem agora estrutura, volume e vive estático na composição, como algo que congelou e finalmente pode ser analisado. No processo, cada pintura toma um rumo diferente e as composições únicas são o resultado da experiencia do material e do que todas as pequenas decisões vão sugerindo.

São modeladas formas, outras vão sendo tapadas por tinta e algumas deixam só o seu rasto. Existe recorte, síntese, e modelação. A artista dá-nos a conhecer vários desfechos possíveis para a mesma primeira estória.
O trabalho de Murta é um processo de descoberta constante, tanto de si própria, como dos materiais com
que pinta e luta diariamente, e por isso a paisagem e “quem a habita” altera-se de tela para tela.


Na exposição poderão deambular por um mundo bidimensional de bichos sem nome, jazidos numa quase
natureza morta, num recreio encenado. Iluminado por uma luz clínica, e representados antes de serem compreendidos - o mundo de Murta.”

Teresa Murta




IN>SIDE<OUT
2017

︎Wozen

Rua das Janelas Verdes 128
Lisboa




ENG
“For the exhibition "IN>SIDE<OUT", her first solo at Wozen Gallery, MURTA explores her favorite theme: memory. One of her first recollections as a child was the game of moving rocks off of their original sites, anxious about the new organic worlds living on the dirt bellow them. This is the starting point for the difficult artistic exercise of investigating and visually representing the ephemeral existence of a memory inside the subconscious mind, as well as the resulting discovery of dormant feelings that return when this specific moment is visited.
This search for memory molds the artist`s unique painting style, creating spontaneous compositions of volume and texture, with powerful and instinctive brushstrokes, insinuating an unintentional figuration within the "pure" abstraction. Her vast use of opaque and dark colors finds transparency inside the juxtaposition of layers of lighter and vivid colors, reaching depth, focus and perspective, although never on a concrete or deliberate path.  
MURTA understands a memory as an occult and vague fragment of consciousness, veiled under many layers of other memories. Such as the child`s play, each of her pieces brings an invitation for the public to recollect past special moments and all the latent feelings they evoke. "IN>SIDE<OUT" is an opportunity to discover the memories hidden under the rocks of time.”


Rique Inglés

Mark